Bem vindos!

É um prazer imenso poder compartilhar meus pensamentos, minhas realizações, meu trabalho com pessoas tão importantes e interessadas no tema. Espero que gostem e postem muitos comentários. Um grande abraço e SEJAM BEM VINDOS.
Mostrando postagens com marcador Educação Infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação Infantil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sugestões de Atividades rotineiras com nomes próprios
  •  Confeccionar o cartaz com a lista de nomes para a sala ("chamadinha");
  •  Nomear objetos e pertences das crianças;
  •  Utilizar a escrita do nome sempre que necessário: escrever seus nomes todos os dias nas folhas de atividades propostas, por exemplo.
  •  Jogo da memória com nomes. Utilizar a fotografia da criança como um recurso;
  •  Selecionar as letras da sequência de seu nome: usando letras móveis;
  •  Tirar um dos nomes da "chamadinha" para que as crianças identifiquem qual nome falta na lista;
  •  Jogo de "forca" usando os nomes da turma;
  •  Bingo de nomes;
  •  Cruzadinha de nomes;
  •  Adivinha de nomes: a professora começa a escrever um nome e as crianças, consultando a lista de nomes que está na sala, tentam adivinhar de quem é aquele nome e que letras são necessárias para completá-lo.
Fonte bibliográfica: Apostila Trabalho Pedagógico com o nome próprio. Kidsmart e Avisa Lá.


 
CHAMADINHA


               A "chamadinha" é um momento na rotina da Educação Infantil ou nas Séries Iniciais, onde o professor trabalha com os nomes das crianças da turma. Além de ajudar na socialização, este momento colabora para a ampliação do conhecimento sobre escrita que as crianças já têm.

Objetivo: Ler usando índices de leitura (letra inicial, letra final, tamanho do nome, seqüência de letras e direção esquerda→direita) o seu nome e os nomes dos colegas de turma.

Sequência: Aqui pode ser utilizada a melhor maneira segundo o interesse momentâneo do professor, podendo utilizar uma ou mais estratégias.
  • Apresentar o nome, indicando a letra inicial. Obs.: Não dizer a "letra da Larissa", mas simplesmente "L". Fala-se o nome da letra e a criança identifica a quem pertence aquela inicial.
  • Comparar os nomes a partir da contagem do número de letras: nomes com mais letras do que... ou com menos letras do que... nomes com mesmo número de letras que...
  • Fazer conjuntos a partir de: letra inicial, letra final, número de letras, nomes dos meninos e das meninas, de quem está na sala e de quem está ausente.
  • "Preguicinha": apresentar o nome escrito em uma faixa escondido dentro de um livro (por exemplo), a partir da letra inicial, escondendo as outras letras (o nome vai "aparecendo" lentamente).
  • Brincar de "nome oculto": cada criança receberá o nome de um colega. A professora chama uma criança de cada vez para entregar o nome ao colega. Eles adoram essa brincadeira!!!
  • Esconder os nomes pela sala para que as crianças procurem.
  • Esconder as letras iniciais (alfabeto de madeira, cartolina ou E.V.A.) para que as crianças procurem.
  • Brincar de "forca" de nomes da turma: graduar as dificuldades - colocar a letra inicial, ou a final, só vogais ou só consoantes.
  • Adivinhar o nome a partir das características da criança. Exemplo: "esse nome é de uma menina de cabelos compridos e castanhos".
  • Chamada por escrito: a professora registra no quadro-de-giz (ou blocão). As crianças registram como uma lista.
  • A criança faz a chamadinha junto com a professora, apresentando os nomes e lendo. Esta é uma atividade individual que permite um acompanhamento das hipóteses de leitura.
Obs.: Pode-se ter na sala uma lista "fixa", com os nomes de todas as crianças, que servirá como material de consulta das crianças.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Assim não dá! Não exibir os desenhos das crianças nas paredes da escola.

 Achei interessante o texto, acredito que também irão gostar.

 
Na tentativa de criar um ambiente familiar para a meninada, muitas escolas de Educação Infantil optam por enfeitar as paredes com personagens de desenho animado e cenas de contos de fadas. A iniciativa, por mais bem intencionada que seja, não dá às crianças a chance de interagir com o espaço e pode acabar reforçando estereótipos. A escola que faz uma decoração com imagens desse tipo acaba mostrando aos pequenos que não quer que eles marquem o ambiente em que trabalha com produções próprias.

Além disso, os personagens escolhidos nem sempre são familiares a todos. Muitos desenhos representam mais a visão que o adulto tem dos interesses infantis do que o universo em que a meninada vive.

Em vez de pendurar em murais e varais exclusivamente as produções dos adultos, é mais interessante usá-los como espaço de reversibilidade, capaz de abrigar diferentes produções dos pequenos ao longo do ano, de acordo com o plano de trabalho desenvolvido pelo professor.

Com isso, eles se veem naquele espaço, se identificam com o ambiente e podem perceber e comentar as semelhanças e diferenças entre seus trabalhos e os dos colegas. 

Ao participar do local em que passam boa parte do dia, os alunos entendem que a escola se interessa pelo aprendizado e valoriza o esforço de cada um. É uma ótima maneira de dar aos pequenos um ambiente familiar, em que se sintam, de fato, acolhidos e prestigiados.

Consultoria Maria Paula Zurawski, mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), professora titular do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, de São Paulo, SP.



Mais textos interessantes sobre o tem em: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/

sábado, 20 de novembro de 2010

III Encontro de Pedagogia da UFPB Bananeiras - Ed. Infantil

      O encontro deste ano foi simplesmente ótimo. O tema Educação Infantil: Das políticas públicas as práticas pedagógicas, fez os participantes refletirem sobre o que a lei diz, em contrapartida ao que se aplica na prática em nossas salas de aula.
     Algo que mais me chamou atenção no primeiro dia do encontro foi a emenda constitucional n° 56, que torna a pré escola e o ensino médio obrigatórios, ou seja, na redação, o Ensino obrigatório no Brasil, passa de 9 para 14 anos, abrangendo estas duas etapas. 
        Embora seja uma boa notícia para a pré escola, que passa, a partir de 2016, a receber mais recursos e benefícios, como material didático, a creche continua 'esquecida', pois não sendo obrigatória, o poder público não tem que mantê-la, ficando a critério ter ou não uma creche pública.
       Outro ponto bastante interessante, que presenciei neste dia, aconteceu no minicurso sobre a musicalidade na EI. A forma como o professor utiliza a música para esta faixa etária, deixa a desejar quando se torna mecânico, quando a criança canta sem se dar conta do que está cantando, relacionando apenas a uma atividade: lanchar, escovar os dentes, etc.
        Já no segundo dia, com o tema práticas pedagógicas, refletimos sobre o que trabalhar em turmas de EI: o presente, ou o futuro? Você pode achar estranha essa interrogação, mas eu explico.
        Na EI, senão em todas as etapas da Educação, prepara-se o educando pensando no próximo ano: na creche ele deve estar preparado para a pré-escola, na pré-escola para a alfabetização e assim por diante. Durante este dia do encontro, entendemos e vimos a importância de se trabalhar o hoje, o agora, deixar de lado essa mania que o educador tem de se preocupar em adiantar o trabalho futuro: Se alfabetizamos uma criança na pré-escola, o que ela fará na sala de alfabetização? É uma pergunta óbvia, mas que muitos ainda insistem em contradizer.
      Na continuação do minicurso, debatemos a importância da música pela música, sem objetivos de aprendizagem, apenas pelo prazer de ouvir e cantar, compreendendo sua letra, ou sua melodia.
       Enfim, posso afirmar que foram dois dias de aprendizado, reflexão e debate, que acrescentarão muito a minha prática pedagógica, e enriquecerá o currículo dos graduandos presentes. Concluo este texto, convidando meus amigos e colegas educadores a participar sempre de eventos como estes, pois são gratificantes demais. Um grande abraço e até o próximo texto...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lecionar para a Educação Infantil: realização ou castigo?

            Quantas vezes não ouvimos de professores de creches e pré escolas, reclamações acerca dos motivos que os levaram a lecionar nessa etapa? Perseguição política, falta de opção, ou até mesmo, fuga da indisciplina presente no Ensino Fundamental? Vários são os motivos, poucos os que fogem a essa terrível realidade.

            Nos casos em que é opção do educador lecionar nessa etapa, surgem críticas do tipo: "Você está se perdendo nessa turma, quando poderia estar em outra mais 'avançada'".Não é importante esta etapa do ensino? Para que ela existe então?

            É preciso mudar o pensamento das pessoas em relação a Educação Infantil. Este não é um espaço exclusivo de brinacadeiras onde qualquer pessoa pode assumir uma turma com um mínimo, ou nenhuma qualificação, pois é nessa etapa que as crianças aprendem mais, inclusive em termos de atitudes e conceitos que as acompanham por toda a vida, mesmo que seja através de brincadeiras e faz de conta. Se é difícil fazer um adulto compreender que o lugar do lixo não é no meio da rua ou na calçada, uma criança que aprende a preservar o meio ambiente nessa idade, mesmo quando adulta, dificilmente conseguirá fazer o contrário.

            Para mim, é uma grande realização lecionar nessa etapa: ver a expressão de felicidade no rosto de uma criança que acaba de descobrir algo novo, é simplesmente gratificante. Fazendo o que gosto, amando o que faço, sigo realizando os meus sonhos profissionais, e os sonhos de meus educandos, a cada dia.